sábado, 7 de dezembro de 2013

Vivendo “nu” paraíso: comunidade, corpo e amizade na Colina do Sol



ROJO MATTOS, Luiz Fernando. Vivendo “nu” paraíso: comunidade, corpo e amizade na Colina do Sol. 2005. 235f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005.

Resumo

O naturismo, depois de algumas iniciativas isoladas, se organiza no Brasil a partir do final da década de oitenta. Cerca de dez anos depois, é criada, no Rio Grande do Sul, a Colina do Sol, primeira comunidade naturista da América Latina. A formação desta comunidade se constitui em um marco para o naturismo brasileiro, consolidando o principal valor que este movimento propugna: a recuperação da “essência” humana, que foi perdida a partir do advento da modernidade. Nesta tese, procuro discutir os três aspectos centrais que sustentam esta perspectiva, profundamente ancorada na recuperação dos valores do romantismo do século XIX, cada um deles contrapondo-se a características identificadas nas sociedades modernas. A revalorização da dimensão comunitária, em oposição ao anonimato das metrópoles; a “pureza” e o “igualitarismo” dos corpos nus, como negação do hedonismo e do culto do corpo e a ênfase na amizade “pura e desinteressada”, em contraste com o individualismo das relações "frias e calculistas” dos “jogos sociais”. Em cada um deles, procurei evitar tomar a Colina do Sol como um todo homogêneo, procurando identificar como estes aspectos também podem ser vistos como discursos internos às relações de poder que se estabelecem no interior desta comunidade.

Palavras-chave: Naturismo. Corpo. Comunidade. Relações de amizade

Respeite os direitos autorais

Leia em:
http://www.youblisher.com/p/768024-Vivendo-nu-paraiso/

Naturismo em praias: historiografia do movimento naturista no Brasil a partir da etnografia da associação naturista da Praia do Abricó, no Rio de Janeiro (RJ)

THIBES, Carolina Weiler .  Naturismo em praias: historiografia do movimento naturista no Brasil a partir da etnografia da associação naturista da Praia do Abricó, no Rio de Janeiro (RJ). 2012.  Dissertação (Mestrado em Ciências Jurídicas  e Sociais. Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito).  Faculdade de Direito. Universidade Federal Fluminense, Niterói.

RESUMO

O movimento naturista, caracterizado pela prática da nudez social, tem ganhado força no Brasil, deixando de ser uma ação espontânea de grupos isolados para constituir uma Federação Nacional, vinculada à Federação Internacional do Naturismo. O presente trabalho pretende fazer uma análise cronológica e histórica do movimento naturista brasileiro em praias, identificando quem é o público adepto desta prática, o que pensa e como se organizam seus principais atores. Trata-se de uma pesquisa, sobretudo, etnográfica, cujo principal instrumento foi a observação participante. Através de viagens para participar de encontros naturistas nacionais e de visitas alternadas, entre os anos de 2009 e 2012, à praia do Abricó, única praia oficialmente naturista da cidade do Rio de Janeiro, buscamos traçar as linhas e entrelinhas do movimento naturista carioca para, em seguida, narrar a prática naturista no Brasil. Desse modo, o texto se subdivide em 6 capítulos. No primeiro capítulo, abordamos possíveis argumentos jurídicos para a ocupação territorial das praias pelo público adepto da nudez social. Em seguida, apresentamos a praia do Abricó e a forma como esta se tornou oficialmente naturista. No capítulo dois, através da transcrição de relatos e opiniões de naturistas de todo o Brasil buscamos mostrar a compreensão do naturismo do ponto de vista de seus praticantes. No capítulo três, narramos as trajetórias da musa do naturismo brasileiro, Luz Del Fuego, e do gaúcho Celso Rossi, que a partir de 1984 se engajaria na causa esforçando-se por tornar o naturismo legalizado em algumas praias do Brasil. Registrada esta fase, prosseguimos relatando a criação da Naturis, primeira revista naturista brasileira, que precedeu as mídias Brasil Naturista e Jornal Olho Nu. O quarto capítulo espraia-se pela politização do movimento, que, através de congressos nacionais, busca sua estruturação e coerência interna. O capítulo cinco apresenta algumas associações e clubes naturistas dedicados à prática privada do naturismo e analisa as atas dos congressos e encontros realizados pelo movimento naturista brasileiro desde a fundação da FBrN em 1988. Chegamos aos dias atuais experimentando em campo a nudez social. Estivemos pessoalmente em três Encontros naturistas nacionais, que são descritos no sexto e último capítulo. Na conclusão, tecemos algumas considerações críticas à ausência de perspectiva macro política do movimento, ao tempo em que destacamos, via exame da atuação específica do presidente da Associação Naturista do Abricó, algumas peculiaridades do caso concreto.
Palavras-chave: Naturismo; Nudez; Território: Praias; Movimentos sociais.

Respeite os direitos autoriais.

Ler em:
http://www.youblisher.com/p/532892-NATURISMO-EM-PRAIAS-HISTORIOGRAFIA-DO-MOVIMENTO-NATURISTA-NO-BRASIL-A-PARTIR-DA-ETNOGRAFIA-DA-ASSOCIACAO-NATURISTA-DA-PRAIA-DO-ABRICO-NO-RIO-DE-JANEIRO-RJ/